Golpes no WhatsApp e Facebook: ingenuidade é a arma dos criminosos

Golpes no WhatsApp e Facebook: ingenuidade é a arma dos criminosos

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“Temos encontrado várias campanhas de ataques tanto no WhatsApp quanto no Facebook usando diferentes temas. Os criminosos aproveitam que as pessoas no Brasil são muito sociais e também um pouco ingênuas, querem ajudar”, afirma. O especialista se refere às mensagens que solicitam dados ou quando o mesmo texto é enviado para 20 contatos, dois grupos, e outras exigências com fins de espalhar a falsa informação. Bestuzhev explicou ao TechTudo durante o Security Analyst Summit (SAS) — evento que aconteceu entre os dias 3 e 4 de abril, na Ilha de São Martinho (Caribe) — que a primeira coisa a se fazer quando o usuário recebe uma mensagem desse tipo, ou de algum alerta com esse mesmo padrão, é não repassar a mensagens e seus links. A segunda etapa é entrar em contato com quem enviou e informá-lo para que possa avisar aos contatos que se trata de links maliciosos e, no futuro, não cometer mais esse tipo de erro. Kaspersky (Foto: Melissa Cruz/TechTudo) A primeira recomendação de Bestuzhev é não repassar mensagens e links com os padrões apresentados (Foto: Melissa Cruz/TechTudo) Quem não clica nos links e nem repassa as mensagens está imune? Em geral, as mensagens de WhatsApp e os posts no Facebook encaminham o usuário para um site com anúncios ou que solicita a instalação de um plug-in ou aplicativo.

Kaspersky (Foto: Melissa Cruz/TechTudo)

Caso seja instalado, coloca o computador ou celular em risco. Para evitar que isso aconteça, é comum usar um buscador para saber se a promoção é real. É neste ponto, em que o usuário tenta checar a informação, que mora o perigo. Sabendo que a disseminação em massa das mensagens vai promover o interesse das pessoas, criminosos criam páginas maliciosas de Internet com os mesmos golpes para serem encontradas no Google. Ainda segundo o especialista, mesmo que o usuário seja precavido e não clique nem repasse os links via WhatsApp ou Facebook, a confirmação desse tipo de informação nas buscas de internet pode não ser o melhor caminho. Ir ao site oficial, redes sociais verificadas ou mesmo ligar para o SAC da marca será mais efetivo e menos perigoso. Criminosos ganham de todos os lados “Quando se levanta um tema, como café grátis, WhatsApp pago ou passagens muito baratas para ir à Europa, esse tema começa a gerar interesse. Isso significa que as pessoas vão ao computador e começam a buscar na internet. Quando pesquisam, caem em páginas falsas, especialmente fabricadas e que podem ter golpes de phishing, publicidade não desejada, vírus e outros problemas. É todo um ecossistema”, alerta o especialista. Sendo assim, ainda que muitos escapem das mensagens, acabam virando vítimas em outras fontes. “Se todos não passassem para frente as mensagens, as campanhas não teriam alcance [nem via mensagens de celular, tampouco via busca na web]”, encerra. A jornalista viajou a convite da Kaspersky.

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